Apresentação

O programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas em nível de Mestrado visa contribuir para a produção científica, o debate conceitual, político e ético em uma perspectiva crítica do desenvolvimento, assim como de suas consequências e conflitos em suas dimensões local, regional e global.

Partimos do pressuposto de que a noção de desenvolvimento – cujo uso atravessa distintos campos do conhecimento – encontra-se no centro de uma disputa pela definição dos fins, meios e consequências da ação humana e envolve pesquisadores, atores econômicos, agentes do Estado e diversos atores sociais numa disputa ética e política. A questão ambiental é uma das arenas deste embate e na qual as dimensões epistemológicas, políticas e práticas articulam-se e abrem um amplo universo de pesquisa interdisciplinar que o Programa organiza sob os conceitos de ambiente, sociedade e desenvolvimento. Igualmente, o desenvolvimento como noção e conjunto de políticas públicas é problematizado nas arenas de disputas democráticas por tender a priorizar grandes atores econômicos, regiões centrais, acirrando as desigualdades sociais, regionais e os riscos ambientais. Nessa perspectiva, o Programa enquadra tal problemática como pertinente aos conceitos de desenvolvimento, políticas públicas, conflito e cidadania.

O Programa está articulado, assim, em torno de duas linhas de pesquisa, a saber: a) Ambiente Sociedade e Desenvolvimento; b) Desenvolvimento, Políticas Públicas, Conflito e Cidadania. A separação entre ambas pode ser lida, a partir de duas vertentes do conhecimento que fundam as ciências ambientais e que agora se combinam numa mesma totalidade; a primeira, examina a relação entre condição humana e o meio ambiente e, a outra, entre a ação política e o poder sobre o território. A primeira linha abrange pesquisas sobre o acesso, uso e gestão de recursos naturais; desastres ambientais; história ambiental; gestão de resíduos; educação ambiental; populações tradicionais e uso de recursos, agricultura familiar; agronegócio e economia rural; campo, cidade e mercado de terras e política ambiental. A segunda linha trata de mercados de trabalho e informalidade; mobilidade e circulação; moradia e segregação; movimentos sociais; políticas de desenvolvimento; desigualdades e políticas sociais; política educacional; patrimônio e políticas culturais; política regional e planejamento e gestão de políticas públicas.

 

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